© Mário Rodrigues - 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Copulou freneticamente enquanto roía uma cenoura...
© Mário Rodrigues - 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Portanto, meu amigo, isto não é coragem mas antes medo!
"...Gostava de ter a tua coragem."
© Mário Rodrigues - 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O senhor já cá veio setenta e duas vezes!...
© Mário Rodrigues - 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Pregos na tumba do boticário - III
- Bons dias! Eu desejo aspirina!
- Com certeza! Só um momento! Aqui está!
...
- Boas tardes!
- Faz favor?
- Quero uma embalagem de voltaren!
- Quer em comprimidos ou em pomada?
...
- Boas noites!
- O que deseja?
- Quero uma embalagem de bisolvon!
- Quer em comprimidos ou em xarope?
Assim fui lentamente apreendendo os saberes! E já sabia muitos!
Sendo eu o único individuo do sexo masculino presente naquela farmácia, um senhor entra e dirige-se especialmente a mim:
- Boas tardes!
- Boas tardes! O que deseja?
- Quero uma embalagem de durex!
- Quer em comprimidos ou em pomada?
...
© Mário Rodrigues - 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Pregos na tumba do boticário - II
Instruções:
Pederneira - prisão de ventre
Bosteiro - laxante
Bostear - defecar
De aluvião - uma purga
© Mário Rodrigues - 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Pregos na tumba do boticário - I
- Bons dias meus senhores! Como ides?
Instruções:
Lambedor - Xarope
De mata bois - bastante forte
© Mário Rodrigues - 2011
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
As forças interiores e outras trivialidades...
© Mário Rodrigues - 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
As namoradas dos meus amigos...
© Mário Rodrigues - 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Se hoje me bastasse!...
Hoje não me basta a escuridão para deixar de ver
Hoje não me basta encolher-me para me refugiar
Hoje não me basta chorar para as lágrimas verter
Hoje não me basta o silêncio para sossegar
Hoje também terei que me afundar; e do fundo de um escuro poço, trazer coisas viscosas emaranhadas nas mãos
Hoje também terei de com dor, escarafunchar na carne, e de um rompante, arrancar o espinho que, cravado há já muito, infectou e está rodeado de matéria pútrida
Mas...
Mas hoje, também deveria, desinfectar a carne escarafunchada e cuidar que sã cicatrize.
Mas hoje, também deveria, transformar coisas viscosas que habitam os fundos dos poços escuros em fortificante que em terra cuidada melhorassem os seus frutos
Mas hoje, também deveria, em sossego, cuidar dos silêncios e conhecer-lhes as origens
Mas hoje, também deveria, verter lágrimas sobre o tempo perdido
Mas hoje, também deveria, nos raios do Sol me refugiar ofuscando os incautos distraídos
Mas hoje, também deveria, sair da escuridão e com olhos limpos começar a ver
Mas hoje, também deveria, ansiar que este, que foi mais uma oportunidade de ser melhor, que este dia não passasse...
No entanto, uma inquietude insatisfeita, faz com que se procure o que virá a ser indesejado e que com desprezo se ignore o que se quis...
© Mário Rodrigues - 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Então mas o que tem acontecido é o que me interessa?
Nasci num dia de primavera, ainda que Dezembro fosse. Nas primaveras está contida a esperança de dias de sol forte. A esperança é uma arma nas mãos da conspiração; impele-nos em epopeias, macera-nos os corações e revolta-nos nos esperados. Epopeia enfrentei no dia em que nasci, hoje tenho outras epo’s, algumas com pouco de peias’s. Alguns dos caminhos, que dados nos são a percorrer, há quem diga que são à escolha! Mal sabem eles que nada se pode neste mundo pensar em escolher! Uns aparentam-se bons, mas a meio as veredas mostram-se. Outros exibem penhascos mas com o andar amaciam... No entanto... No entanto outros há, que desde o primeiro dia os soubemos tinhosos! Caminhos curvos, brisas cortantes de norte, caminhos em que esperamos fés infundadas, caminhos que no seu caminhar a dor não se desvanece, caminhos que nas claridades das subidas, nos cumes revelam a agrura das descidas. Curvos como cordéis enrolados nos bolsos são os sentires da gente daqui. Gente daqui que nada mais queria que ser feliz. Felicidade que todos dizem que procuram. Para? Para exibir em pequenos cartõezinhos que penduramos ao peito – “ Mário Rodrigues, e por baixo, FELIZ” – Sim, tem de ser escrito em letras maiúsculas! Para que o processo de afrontamento se dê com eficácia. A felicidade é como um descapotável, anda-se na rua a demonstrar que temos “posses” para ter um!... E mal se sabe como aquilo funciona!... Afrontamento, não o proveniente da andropausa, sente-se quando o único meio que temos de respirar é por um balão, garantindo que respiramos infinitas vezes o mesmo ar até à embriaguez dos nossos saberes omniscientes, e ainda assim há alguém que pega num alfinete e faz rebentar o dito. Rebentar é um exercício que, penso eu, devia ser praticado com bastante frequência por algumas pessoas. Já rebentei algumas vezes mas nunca as que devia e do modo que devia... Será que é porque não posso escolher? Mas que quero eu escolher? Basta não escolher nada que tudo acontece, na mesma! Acontece o que me não interessa? Ah! Está bem!...
Então mas o que tem acontecido é o que me interessa?
Pessivelmente é poque nada se pode neste mundo pensar em escolher!...
© Mário Rodrigues - 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Como atropelar uma ratazana que saiu de uma sarjeta a correr I
© Mário Rodrigues - 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O portão forjado
© Mário Rodrigues - 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Passos
(Este texto, hoje, é especialmente dedicado à Cátia)
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
No dia em que os coelhos uivaram.
© Mário Rodrigues - 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Vertiras e mendades
© Mário Rodrigues - 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Prestar atenção...
Descuidadamente distraídos, vamos sendo infelizes sem necessidade...
© Mário Rodrigues - 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Hoje sou uma simples cobertura de nada!...
"A noite é demasiado grande!
A escuridão, onde me escondo, ofuscado pelas trevas da ausência da luz, prolonga-se demasiado!
A meio do voo tripulado por um louco, abriram a porta e largaram-me a mil metros do chão!
Vejo as pessoas com dificuldades e embaraçadas. Com inércia, vou até elas. Quando me reparam olho-as profundamente em silêncio até às suas várias cavidades. Depois olho-as nos olhos...
Sim! Ainda em silêncio! A densidade dos olhares é incompatível com sons ou palavras!... Nem mesmo um urro! Imóveis, desnudamo-nos mutuamente, escancaramos os segredos, espalhamos nas mesas as vergonhas, perscrutamos sem pudor as dores...
Ali hirtos! Vejo gotas de amor entre as sobrancelhas... Vejo fios de raiva no castanho de cabelo... Palpebras semi-serradas, papudas, de pestanas afrontadoras e aptas a desferir golpes profundos...
As pessoas são estranhas! São uns seres estranhos, pouco regulares, com extremidades agudas, com labirintos nos olhos e dúvidas nas mãos...
Sim, vi!...
Não! Não perguntaste nada!
Tenho de te dizer!... Tenho de te dizer que a noite é demasiado grande, e que é tão grande que quase me obriga a dormir!
Não quero dormir!
Não posso dormir!
Se um dia!... Se um dia eu dormir... Ela volta a morrer! Mas eu não consigo falar porque a boca se me não abre e o diafragma se me não contrai, expelindo ar revérbero pelas cordas vocais!...
Mas eu tenho de dizer!...
...
Estás a ouvir! Eu sabia que ouvias! Estás inerte, hirto em silêncio...e estás a escutar-me!
...
Ouviste como ele a chamou com voz de ódio descontrolado?
Ouviste como ele lhe ordenou que se despisse e se deitasse nua sobre a pedra da mesa da cozinha?
Ouviste-o a dizer que ia salvar?
Ouviste-o dizer que a amava muito?
Viste-o a agarrar na motosserra e a pô-la a trabalhar e a acelerá-la inúmeras vezes e cada vez mais num frenesim incompreensível?
Ouviste-o a gritar palavras de ordem?
Ouviste-o a exigir-lhe que não implorasse pela vida?
Ouviste-o a dizer que a ia cortar às postas e precisava de se concentrar?
Ouviste?...
Ouviste?
...
Eu... Eu estava dentro da sexta que servia de berço, no quarto, no outro lado do corredor, tinha uma porta entreaberta que deixava que eu observasse pelas frestas das dobradiças da porta...
...
Anos mais tarde... Ainda estás a ouvir, não estás? - Anos mais tarde, ele estava a serrar um tranco de um pinheiro alto! Subira por uma escada até lá. Eu estava de pé, imóvel, em silêncio, hirto...ao fundo das escadas de casa, a cinquenta metros dele. Olhava-o à distância!... Num voo, largado a mil metros do chão, vejo-o a empalar-se num dos postes da vedação!...
...
Não me movi!...
Na minha cabeça, uma tempestade, empurrava-me para a frente!...
O meu corpo, tal como agora a minha boca, não obedece a nada! Não faz o menor movimento. Fico imóvel! Observo o corpo movimentar-se numa espécie de convulsões que se me assemelham a um desenrolar de exorcismo...
Passados alguns abundantes minutos...
Inspiro muito e expiro até ficar vazio!...
Hoje sou uma simples cobertura de nada!...
De nada...."
© Mário Rodrigues - 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A charrete de tule.
© Mário Rodrigues - 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Realmente não sei se algum dia me sentirei satisfeito...
© Mário Rodrigues - 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Perfume inebriante...
© Mário Rodrigues - 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Afinal passaram vinte minutos...
Deveriam ser umas sete e meia da manhã e acho, que já estavam aí uns...montes de calor ainda tão cedo. Eu e meu filho, já estávamos dentro do carro, prontinhos para dar início à viagem para os penhascos. Como habitual, esperávamos que a mãe e a irmã se viessem juntar a nós para partirmos. Depois de enormes minutos lá chegam elas e debaixo dos protestos do "machedo" lá partimos.
Depois de uns bons quilómetros de auto-estrada, saímos, e entramos na estrada nacional que serpenteia por vales e montanhas pelas verdes serranias. Alguns quilómetros mais à frente vejo, na beira da estrada, uma moto mal estacionada, alguém sentado no chão de costas para a barreira da berma e mais duas pessoas de pé, num certo frenesim.
Parei, saí do carro e fui tentar aperceber-me do que se passava. Enquanto me dirigia para junto das pessoas, fui-me tentando convencer de que me agradava a ideia de o indivíduo apenas estar mal disposto pelo calor ou alguma hipotensão ou hipoglicémia, enfim, nada que viesse a exigir de mim "mexer" mais a sério na "coisa", mesmo porque já há alguns anos que nada faço na matéria e tenho noção da "ferrugem" nas capacidades e na velocidade de discernimento, a rapidez de acção e o olho astuto...já tiveram melhores dias.
Ao chegar junto das pessoas vejo o homem que estava sentado no chão, um indivíduo que aparenta uns quarenta anos, de estrutura larga e um pouco obeso, numa ortopneia bastante acentuada e pergunto o que se passa. À minha pergunta as duas pessoas dizem que também acabaram de chegar e que nada sabem do assunto. Eu coloco-me de joelhos e interpelo o indivíduo que me responde com muita dificuldade que ia a andar na sua mota quando lhe entrou uma abelha para a boca. Apercebi-me que o insecto terá sido inspirado ou ingerido visto que ele diz que a não cuspido.
Perguntei-me como tal teria acontecido e reparo para o capacete no chão, parecido com aqueles capacetes da primeira guerra mundial, de ferro com umas abas de volta. Lembro-me de que uma vez, numa situação parecida, eu ir com a camisa um pouco mais desabotoada e me ter entrado uma vespa que prontamente me ferrou na barriga junto do umbigo.
Volto a pergunta-me a mim mesmo como me fui meter naquela. Se por um lado a falta de treino e de material, no meio do nada, me levam a desejar nunca ter por ali passado e correr o risco da "coisa ficar feia", por outro lado imagino o homem ali, assentado no chão e duas pessoas de pé a observa-lo a asfixiar até à morte...
"Chamem uma ambulância rapidamente!..." - disse eu num tom quase imperativo. Sentia um misto de vergonha e de força...
Se tivesse aqui o meu antigo Golf, (carro com que trabalhava no INEM, no século passado), carregado de material até às pestanas...um nasofibroscópio... Precisava de lhe observar a cavidade bocal até lá abaixo à laringe, precisava de saber se, tal como suspeitava, ele estaria com um edema na glote...
O homem estava em franco sofrimento. A dispneia provoca-lhe a sensação de morte eminente...tenho de fazer alguma coisa...ponho-lhe uma pedra debaixo de uma das mãos e o capacete debaixo da outra para que com mais espaço de flexão para os braços e músculos abdominais ele consiga respirar alguma coisa. Com uma cana e uma lanterna de bolso consigo improvisar um laringoscópio. Obviamente não consigo confirmar se a glote inchada, devido à ferroada da abelha, lhe está a obstruir as vias aéreas. Penso no que posso fazer e vejo que não tenho nem um laringoscópio nem um tubo endotraqueal para lhe tentar meter...adrenalina ou epinefrina para lhe administrar...ainda menos!... Oh!...se pelo menos eu aqui tivesse o Dr. Helder!... Aquele homem era imparável! Aprendi muito com ele. Tinha uma mão e um treino extraordinário. Costumávamos partilhar o "olho" astuto. A esta altura já ele tinha administrado a epinefrina e já o homem ia a caminho do hospital...
Sou assaltado por um arrepio gelado no dorso!...
O homem vai-me morrer aqui nas mãos asfixiado!... Tenho uma última hipótese! Mas eu não sou médico, muito menos cirurgião, já não faço nada disto há já muito e mesmo quando fazia, nunca fiz uma traqueostomia de emergência! Não estou no bloco, quem me dera, não tenho anestesista, nem sequer um bisturi...
Pergunto se alguém tem alguma coisa gelada que me traga. Com latas de Coca-Cola e cerveja que um tinha e a água bastante fria que corria numa bica, ali perto da estrada, molhei e arrefeci uma toalha tanto quanto possível e coloquei-lhe na garganta para conseguir algum efeito vasoconstritor no sentido de diminuir o edema e reduzir a hemorragia no caso de eventualmente avançar para a loucura de abrir um acesso na traqueia. Com a ajuda dos outros, posiciono-lhe a cabeça, permitindo algum alongamento com o objectivo de facilitar a passagem de algum ar. Enquanto isso, vou-lhe contando os anéis cartilaginosos da traqueia e imaginando os dois que iria cortar para o acesso perto do esterno. Penso com o que é que lhe ia fazer a incisão. Penso se o alívio da abundante golfada de ar que iria inspirar após a abertura do acesso lhe compensaria a dor e o trauma de não estar anestesiado. Mas, ali, ou era um vivo com dores ou era um morto à espera de uma anestesia...
Nunca fiz nada disto, mas se o não fizer o gajo morre! Entre uma e outra...vai ter de ser esta a primeira vez!...Peço para me trazerem umas luvas de látex que tenho na mala do carro para quando tenho de mexer nos pneus, o frasco do álcool dos primeiros socorros, primeiros socorros...valha-me Deus...aquilo não socorre nada nem dá para fazer nada...mas enfim, o canivete suíço que o meu primo me deu e que, geralmente, costumo manter afiado e levamo-lo para um local mais fresco e mais confortável.
"Que vai fazer?" - Perguntaram-me os outros - "...está maluco? Sabe lá o que vai fazer? Mas afinal quem é você?"
Realmente reparei que nada tinha dito em relação a isso... Não quis entrar em pormenores... Quem sou eu? Sei lá eu bem quem sou eu! Só sei que tenho medo de matar um homem que morre se eu não fizer nada!... Ouço as sirenes ao longe, o homem também se apercebe do mesmo, eu digo-lhe que agora estamos melhor e que ele vai-se safar. A ambulância chega. Digo o que se passa e logo se procedeu com ventilação mecânica. Pedi um laringoscópio de emergência e com receio de já não saber fazer, coloquei o tubo endotraqueal. O homem inspira uma quantidade extraordinária de ar de uma só vez. Olha para mim, olhos nos olhos, e eu digo-lhe - "já te safaste!". Foram-se embora para o hospital...
Voltei ao carro. Sento-me exausto. Penso que, com a idade perdi muito treino, mas talvez tenha adquirido o medo para ser muito mais cauteloso e esperar pelos passos adequados. Noutros tempos, com mais treino e material, a coisa teria, certamente, sido diferente, mesmo porque havia o Dr. Helder que fazia e eu ajudava... Desta vez, sem treino e sem rede, caí no palco com um papel para o qual nunca tinha estado preparado nem já mais tinha ensaiado.
A viagem sofreu um atraso de vinte minutos. Reparo que me pareceu ter passado horas para a ambulância chegar, mas que afinal...afinal passaram vinte minutos...
© Mário Rodrigues - 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
E um dia... Um dia veio a testosterona!...
Estava eu com o pupilo de pé à beira do mar a olhar as ondas, lado a lado, numa amena cavaqueira quando...
...
"...pai, isto este ano está demais!"
"Pois está! O mar está muito mais parado que os outros anos!"
...
"Não pai!... As mulheres!... Este ano isto está cravado delas e... giras... e... boas...!"
...
"...Ahah!... Epá!... Yap!...; elas já andam aí há muito tempo!... Tu é que só as estás a ver agora!..."
...
"...Ahah!... Epá!... Yap!......"
...
© Mário Rodrigues - 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Só posso cheirar muito mal!...
Se é certo que efectivamente de modo algum me magoei, também é certo que o máximo que obtive dos vinte ou trinta compatriotas que assistiram ao número de circo, foi umas risadas e uns chutes numas caixas que ficaram a estorvar o esvoaçante andar de uma bela menina. Ninguém, mas rigorosamente ninguém, esboçou o menor gesto de ajuda a levantar-me ou a apanhar as ditas caixas!...
Isto só pode querer dizer uma coisa... Só posso cheirar muito mal!...
© Mário Rodrigues - 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Para mi niña Lita del Carmo

© Mário Rodrigues - 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Voavam vindos...do sul...
Voavam; companheiros, guerreiros e amantes...
Voavam por entre brisas que os acariciavam como mãos "voludas" de mãe mulher... Terna fúria de ventre quente...de mãe querida e desejosa!
Voavam, voavam...voavam...voavam...
Tão perto, ao longe; terra imensa doçura plena no coração uma estrela fez brilhar...
...juntos num só encarnaram num novo voar!
Rebelde e audaz de rompantes enérgicos que em picados voos aterrorizava os pedaços de terra saltados no encalço de tal fúria de vida. A vida estava-lhe nos caninos como faca exibida e rosa rubra afrontada...
...Tinham voado até ali... Agora com urgência viam as habilidades exuberantes e perigosas daquele raio de vida... Raio bento de desconhecimento da dor das veredas cravadas no dorso e na alma...
...Mas isso agora nada importa! O raio de vida, por eles encarnado num novo voar...voava, voava, voava...voava...
© Mário Rodrigues - 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Resposta de Cybe a Aviãozinho de papel...
"Ao Mário Rodrigues que encontrou um aviãozinho de papel
Um dia peguei nele e deixei-o sozinho no meio do mundo.
Já não havia a minha força a embalá-lo e a subtraí-lo à chuva. Voltei para as coisas, simples, pequenas e fugazes, como penugem, a recordar-me que todo o significado da minha vida estava ali para trás, a cada metro de cada quilómetro que ia somando a noite à distância, se pudesse ter olhado para trás já não o veria, nem conseguiria prosseguir. O caminho árduo que conduzia ao meu destino embaciava-se agora com frequência. Finalmente parei, a uma distância que, por segurança, já tornava difícil o retorno. Parei, esfrangalhado.
Foi assim que ele abriu as asas e voou, pela primeira vez. Foi dos dias mais tristes da minha vida, e no entanto a felicidade teria mais lógica, a irracionalidade é por definição inexplicável. Ainda sinto que fui eu quem o empurrou do penhasco, embora todos me digam que não, que aquele acto de pura loucura foi o que havia a fazer, que isso era o bem, a norma, afinal . As asas, essas, eram só dele. A fé no seu voo terá sido minha, minha... Que nem sou um homem de fé. Onde arranjei a coragem? E se ele, a meus olhos implume, não tivesse conseguido? Que tremenda imprudência! A única, a fundamental. Todas as outras são brincadeiras a comparar com aquela cedência que cumpri sem reflectir. Se reflectisse ele não voaria, talvez nunca, e um dia já não saberia voar sozinho.
Mudou-se o centro do universo, que antes via agarrado ao meu umbigo, mas agora só posso imaginar. As primaveras deixaram de ser só uma vez por ano, mas os invernos também. No entanto recordo que também eu abri um dia as minhas asas frágeis e me atirei desse penhasco, esfrangalhando, como compreendo agora, tudo e todos.
É a sina de quem não conseguiu transformar o mundo num lugar seu, de quem se limitou a construir um pequeno quadrado inóspito e dependente. Culpei-me, naquela paragem forçada, por cada passo mais imprudente e por cada decisão mais conformista e inerte. Se, se, se... Tantos ses que me davam a possibilidade daquela partida precoce poder ter sido adiada, e todos a colocarem-me no cerne daquela consequência. Nenhum sofrimento por antecipação que me tenha ocorrido me aliviou sequer um pouco do peso que, embora não se compreenda, acaba por se carregar, porque deriva de termos falhado na conquista suficiente do reino onde a nossa lei seria a medida da protecção que queremos para o nosso clã, que entregamos assim aos verdadeiros senhores do universo, e às suas questionáveis leis, que nos submetem também a nós.
Compreendo que é essa vassalagem que me consome, como nem consumiu Abraão ao entregar o seu filho a um deus. É uma troca injusta porque nada tenho a pedir que me sirva, nem protecção divina que houvesse, porque toda a que quero é só para ele, nada justifica tamanho desequilíbrio. Naquele momento entreguei ao incerto o somatório de tudo o que fui e a continuidade que justificará, para o bem ou para o mal, o pó em que me tornarei.
Passa um ano e outro, cada um não me apazigua a saudade que sinto de cada vez que ele inicia um novo percurso, ainda no momento da partida; nem o temor do momento em que o vejo tentar cada nova aterragem por que anseio, ainda bambaleante, depois de cada longa permanência perscrutando o céu infinito, que apenas adivinho.
Voltando ao ponto de partida, é a penugem que já não consigo olhar. Tudo permanece como que a aguardar que o tempo se inverta e que ele volte para brincar com as quinquilharias desvalidas que para mim são autênticos tesouros, fechados naquela arca, que chegou a ser um quarto, agora mero poleiro, de onde desejo, com frequência, perder a chave de vez.
A esperança que resta é de que a sua liberdade, que muito me apraz, lhe dê, a ele ou aos descendentes, a possibilidade de zelar melhor pelos seus e pelo seu universo, para que não tenha de abandonar um dia no meio do mundo alguém que seja parte integrante de si. Mas sei que peço o inexequível.
Sendo essa provação absoluta e incontornável, sei que no dia da dele, esteja eu morto ou vivo, também assim me realizo.
© CybeRider - 2010"
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Uma grande festa, nas terras destes lados...
Nas terras destes lados, foi organizado um festim com o intuito de me imolarem.
No entanto, esqueceram que o candidato a carcaça teria de estar presente.
Toda esta cerimónia foi preparada há já alguns tempos, mesmo antes de eu nascer. Incauto transeunte, fui rematado por poucos cobres e nem uma vénia me fizeram.
Não me ofereceram o cachimbo da paz, ainda que cianeto houvesse na fornalha.
Com escárnio me foram entregando as charretes para que gentilmente as arrumasse.
Em todas as nomeações fiquei a ver de fora, das mesas nem as migalhas me tocaram e só sou escutado no fio da faca.
Escroques mostrem os vossos rostos, digam quem são os responsáveis por nós vivermos assim!
Déspotas, escancarem as vossas tramas expliquem as vossas manhas e os que com elas beneficiam!
Nas terras destes lados, dancei na mesa nu e na liga não obtive notas.
A mim não me subornaram, nem em troca de traição no terreiro fui aclamado.
Pelo preço do pão dos meus filhos querem que como um cão marioneta, abane a cabeça que sim.
Quem são vocês, os filhos de mães gentis criadas, que das entranhas tais merdas pariram.
Pois então podem-se preparar para no festim a carniça disputarem com olhos que nunca viram.
Não esqueçam no entanto, que muito antes do meu pranto, já os vossos companheiros com os olhos cravados nos vossos lombos, o vosso couro pedirão.
Escroques mostrem os vossos rostos, digam quem são os responsáveis por nós vivermos assim!
Déspotas, escancarem as vossas tramas expliquem as vossas manhas e os que com elas beneficiam!
© Mário Rodrigues - 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Aviãozinho de papel...

Apesar de muitas vezes o procurar no meio dos outros discos para ouvir, não era o caso de hoje. A Jukebox estava em modo aleatório e a música anterior tinha sido Led Zeppelin. Estava a cantar Antony and the Johnsons e eu estava a arrumar um monte de papeis que pediam organização há já alguns tempos... No meio da papelada, apareceu-me um aviãozinho de papel. Uma folha de caderno pintada com lápis de cera às riscas e quadrados de muitas cores... Peguei nele e abri-lhe as asas, no interior tem escrito...
"FELIZ DIA DO PAI"
Suou-me como se fosse um grito...
...Sem qualquer controle saltam-me lágrimas dos olhos! Choro quase compulsivamente! Penso que...parece que sou parvo!... Tenho os meus filhos na sala do lado, autores desse mesmo avião, saudáveis e felizes e choro porquê?... Depressa descubro que choro só porque gosto deles e sei que um dia terei saudades deles, por qualquer razão normal das nossas existências. Nesse dia, decerto que lamentaria não ter guardado este aviãozinho de papel feito de uma velha folha de caderno e pintada a lápis de cera... Assalta-me a mente um pensamento! Os meus pais, saudáveis e felizes que estão, terão com eles algum aviãozinho de papel que um dia eu tenha feito? Porque saudades eu sei que eles têm, seja por horas ou dias como eu, mas...
...está a cantar a Lina Avellaneda; um belo tango...como a vida...
© Mário Rodrigues - 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Nas viagens desconhecidas...

Nas viagens desconhecidas, pergunto-me como será por lá enquanto estou cá. Ansiaria eu que um abraço apertado me esperasse à chegada. Ir sem saber para onde, tem tanto de tentador como de...fio de lâmina fria em dorso hirto. A possibilidade de me ser permitido arrepender e voltar para trás poder-me-ia acalmar. Todos os dias no cais de um porto de mares conturbados, o ciclo ininterrupto da vida não pára com pessoas a chegar para ficar e outras a partir para não mais voltar. Alguns embarcam mas queriam ficar, outros queriam ir mas cá terão de estar. Alguns acabados de chegar, com medo querem se ir, são recebidos por outros a sorrir. Alguns estão só a observar, outros limitam-se a, no cais em círculos, caminhar. Há mesmo alguns que ninguém os recebe e ficam a chorar. Vejo neste cais a azáfama de chegar e partir como pontas de uma mesma viagem que muitas chegadas tende, como tantas partidas terá. A barcaça que está a chegar é a mesma que vejo já no horizonte de partida. O momento em que a prancha a liga ao cais alia as chegadas às partidas, os risos aos choros e as euforias às despedidas. Eu sou só mais um destes viajantes, sem saber o ponto em que me encontro. Quero ter acabado de chegar estando pronto para a partida...
© Mário Rodrigues - 2010
A dama de... veio ao BO...

Esta madrugada a cena repete-se... Não! Não é a segunda, nem terceira, nem...
Volto a dar um pontapé no puzzle que se vai montando muito lentamente e por em causa coisas que nestas alturas doem de um modo profundo e prolongado...
No entanto desta...algo foi diferente!...
Tudo corria na aparente normalidade rotineira, bom clima, bom texto, escrita porreira... Ouvia-se “Ana Moura”…… 45 minutos. Paragem. Rea.30 minutos. Paragem. Rea, e,e,e…….Instala-se o caos sincronizado e normal para o caso, pressinto uma presença!... Já vi este filme!... Sinto-me estranho e procuro a "dama de negro flutuando…" os movimentos tornam-se perpétuos, e estranhamente retardados. Vejo um rosto, entubado, esboçar uma impossível expressão sorridente!?...
Sem qualquer pudor arranca-nos das mãos o seu tributo…
Mas não foi a "dama de negro"!... Fosse o que fosse era branco! Muito branco! Equacionei a possibilidade de se estar a ver alguém a chegar! Alguém de quem se tinha muitas saudades e se estava muito feliz por voltar a ver!...
Hoje não sei o que lhe chamar…depois; a cruel trova do…”hora do óbito: quatro horas e dezoito minutos do dia………..” Hoje vim para casa e não fiquei a andar pela cidade vazia com as janelas abertas…outra vez.
Estes anos...
© Mário Rodrigues - 2010
A outra dama: http://recantodossuricates.blogspot.com/2009/07/dama-desceu-ao-bloco.html
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Mas... O que eu gosto mesmo é...

Mas... O que eu gosto mesmo é de Dodó!...
Principalmente se poder contar com a companhia do Anthony Hopkins e assentados debaixo de uma alfarrobeira conversarmos de temas que nos são queridos como a constituição fecal dos ornitorrincos dois meses após o cio... Já sei que Santo Anselmo vai argumentar que duvida que esses bichos tenham tal coisa... Ainda se fosse um desejo inexplicável e incontrolável que os impulsionasse a perpetuar a espécie!...
Epá!... Está bem!...
© Mário Rodrigues - 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Os que da escrita se enamorarem...

Tal não poderia continuar! Tigre e Eufrates eram testemunhas de que algo teria de mudar... A primordial idade Suméria exigia que por terras da Mesopotâmia uma nova aurora aparecesse...
Enlil, senhor dos ares, ainda sem esposa, um dia vislumbra a beleza sedutora de um corpo de mulher. A deusa Sud.
Os seus longos cabelos e formas belas logo despertaram em Enlil o desejo de a desposar. Ao pedido de que o seguisse, Sud responde prontamente que não.
Enlil compreende então que Sud não prescindiria de um pedido público e formal de casamento, em que todos os Suméris fossem testemunha.
Nusko, obediente e dedicado pajem de Enlil, sai em busca da mãe da jovem deusa com o objectivo de lhe transmitir o desejo de seu amo.
- Pois sabei, senhora, que meu amo o grande deus Enlil, pretende desposar sua filha a deusa Sud. Se assim acontecer, ela viverá com ele no palácio, sendo que a ela pertencerá o poder sobre o destino dos homens e distribuirá os poderes pelos deuses. Terá o nome de Ninlil e o amor por ela será entregue.
Tendo a mãe de Sud consentido o casamento, Enlil, felicíssimo, envia centenas de presentes à sua noiva Sud.
Elefantes, ursos, e cervos, vacas, ovelhas e macacos, gazelas, carneiros e auroques, atravessam a cidade num desfile interminável até às mão de Sud, que terna via chegar frutas, mel e queijos bem como ouro, prata e pedras preciosas...
Consumado o casamento e a noite de núpcias passada, Enlil, encantado resolve mais e novos poder à sua esposa dar...
- No dia de hoje começará nova era. Tu, Ninlil, minha esposa passarás a ser a deusa do amor e dos nascimentos, observarás o trabalho de parteiras, cuidarás que nos campos os grãos germinem e de igual modo iluminarás os que da escrita se enamorarem...
© Mário Rodrigues - 2010
Centelhas cintilantes de luz gelada...

Gotas, gotas, gotas; muitas gotas de cristal...
Ontem, sem esforço e pela acção da brisa, acordarei... Acordarei de um sono que nem pesadelos nem sonhos terá. Acordarei suavemente, precedido de uma expiração demorada que culminaria com a inspiração de centelhas de luz branca...no acto de em nada actuar.
Ontem, quando eu despertar chegar-me-ei à beira da pétala única da flor do jarro e de lá, com os olhos fechados, veria o ponto infinito de onde "desconvergem" as centelhas cintilantes de luz gelada. Elas dirigir-se-iam a mim em movimentos cónicos e de trajectória indefinida. Inspiraria, daí, dessa beira, nada porque nada haveria à partida...
Amanhã, quando terminou a noite que não começou, apesar do aparecimento do segundo sol que permitiu o alinhamento aleatório, fruto das regras inaplicáveis, dos astros, eu que era muitas pessoas teria tido a oportunidade de em pequenos actos microcósmicos, prever que um dia assim será!...
As centelhas virão até nós e perguntar-nos-ão se o vácuo das nossas vidas teve alguma cor...
...perguntar-nos-iam se está na hora de acordarmos!...
© Mário Rodrigues - 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Aviso à navegação...

Este blog é um local que metamorfoseia linhas transversais com outras paralelas das minhas vidas... Assim, sinto necessidade e dever, de dar algumas satisfações às pessoas que me vão lendo neste recanto. As já centenas de post's que aqui vão sendo publicados são geralmente fruto de reflexões minhas, quando assim não é, estão identificados com os respectivos autores. Por hábito e não só, muitos dos meus textos são escritos, estando eu a "tentar" simular uma reflexão de outrem acerca do assunto. Assim, muitas vezes, afirmo, defendo e declaro coisas em textos, que na realidade estão muito longe das minhas opiniões e convicções... Se isso em si já não constituísse um suficiente grau de ambiguidade, também por hábito e não só, o sarcasmo e a ironia proliferam com muita abundância... Chamo a atenção para as etiquetas que em geral dão alguma introdução aos textos. Se objectivo há nos meus textos, ele é sempre interpelar consciências e interrogar, nunca ofender ou desrespeitar quem quer que seja.
Muito obrigado. Mário Rodrigues
sábado, 3 de julho de 2010
O problema é que...

O problema é que tu sorris-me e eu gosto!
Realmente, barbeei-me antes do duche, perfumei-me e vesti uma roupita "janota", preparei-me e saí quando o cão me veio "cumprimentar", e sujou-me todo e deixou-me cheio de pelo e "smell"!
Realmente, encravei-me no meio do trânsito e cheguei atrasado!
Realmente, perdi o "post-it" onde escrevi o local do encontro!
Realmente, quando cheguei ao carro tinha dois pneus furados!
Realmente, está um gelo e parece que as unhas me vão cair!
Realmente, a fazer a barba cortei-me, já sujei duas camisas e ainda está a sangrar!
Realmente, não "engoli o sapo" e por um murro na mesa perdi um bom negócio!
...
O problema é que tu sorris-me e eu gosto!
Vamos ser felizes e ter um pequeno rebanho!... Eu aposto!
Realmente, está montes de gente desempregada!
Realmente, o 25 de Abril podia ter sido melhor!
Realmente, as guerras são sempre uma enorme estupidez!
Realmente, o dez de Junho e o cinco de Outubro são relativos!
Realmente, no autocarro roubaram-me a carteira, mas que hei-de eu fazer!
Realmente, desde o dia que nascemos que sabemos que vamos morrer!
Realmente, já nem ligo às calúnias, promessas e pisadelas!
...
O problema é que tu sorris-me e eu gosto!
Vamos ser felizes e ter um belo rebanho!... Eu aposto!
Realmente, armo-me em mau e faço birra, ainda que isso seja parvo!
Realmente, eu sei que hoje vens tarde, mas já estou a olhar para a porta!
Realmente, acho que aquela árvore está no lugar errado porque faz sombra à minha toalha!
Realmente, por vezes acho que tudo o que é chatice cai-me em cima!
Realmente, estas coisas podiam-me chatear, aborrecer e fazer infeliz!
Realmente, não ignoro estas coisas todas que me esbarram no nariz!
...
O problema é que tu sorris-me e eu gosto!
Vamos ser felizes e ter um enorme rebanho!... Eu aposto!
© Mário Rodrigues - 2010
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