quinta-feira, 27 de maio de 2010

A propósito da ablação...



A propósito da ablação e das variadas mutilações genitais infligidas nas mulheres e crianças do sexo feminino por esse mundo... Pergunto-me; quando ouvirei que os homens por detrás dessas tradições são alvo de "carinhos" equivalentes e de iguais propósitos...

Submeter uma criança com menos de um ano a "ablação faraónica", com o pretexto de que se o não fizer ela não pára de chorar com comichão... É... uma estupidez de uma dimensão, ela sim, faraónica!

Há vidas mais "caras"! São é muito estúpidas...


© Mário Rodrigues - 2010

4 comentários:

Anónimo disse...

Eu não sei o que vai na cabeça das pessoas que cometem atrocidades destas.
A prática de ablação é ilegal. No entanto, os homens acreditam que ao retirarem o clitóris às meninas, elas deixarão de ter prazer nas relações sexuais e serão, portanto, fiéis aos seus maridos.
Soube, recentemente, que todo este processo é feito sem anestesia. Enfim.
Beijo

Mário Rodrigues disse...

Sem anestesia?... Em todo o processo dos vários processos, esse é um pormenor com "pouca " importância.

Sá não te descrevo alguns dos processos pela dureza da coisa...

Beijo

tempus fugit à pressa disse...

A propósito da ablação e das variadas mutilações não são exclusivamente genitais embora sejam as que mais afectam os terminais nervosos
há obviamente excisões similares e dolorosas nos membros do outro sexo...concordo que as primeiras sejam ligeiramente mais destituidas de sentido que as segundas...
as escarificações e as perfurações efectuadas sempre existiram
na inglaterra vitoriana praticavam-se infibulações em jovens rapazes de 10 a 15 anos
mais condenável é o resto das suas vidas
tanto dos perpetradores que vivem num mundo de ritos e de acasos 2vitimas" da sua cultura e das suas crenças
como a das suas "vítimas"

CybeRider disse...

O que nos diferencia dos que consideramos irracionais é principalmente um erro profundo chamado "poder criativo". Custa a ouvir, mas vou interiorizando. Sim, e sei que sem a evolução que fabricámos, à margem da natureza, um leão qualquer já me tinha comido. Agora andamos a inventar maneiras de acabar com o que tantos inventaram e exibiram por séculos, que se conclui que é disparate grosseiro, mas também estamos a muita distância de descobrir que muito do que fazemos inocentemente e cientificamente e intelectualmente esclarecidos também o é.

Apetecia-me gritar: "Não te mexas", mas já é tarde, agora precisamos mesmo de nos mexer e o espaço é curto.

Abraço

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