domingo, 13 de setembro de 2015

Estepes vivendo...

A estepe atravesso,
aos elementos exposto,
adversas condições,
sereno imbuindo vou...

Por terras de ninguém,
sonhando aguardo,
um desejado amor que nunca tive...

Moribunda esperança és,
a de que um dia...

A de que um dia silenciosa mudes...
E eu, eu que por isso esperaria!... 

© Mário Rodrigues - 2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Infecção pelo OGMLE

Cá o gajo, portanto eu, em mais um pleno exercício de diarreia mental, venho declarar a O.G.M.L.E., obstipação generalizada das mentes dos lideres europeus!
O sonho de qualquer governante deste mundo era ter como "povo", gentalha "laburante" no interior da linha circundante e denominada de fronteira, em "amuricano" a "frontáir", look at the border; exemplares com, no mínimo 18 anos e no máximo dos máximos, vá lá que eles até estão a ajudar, 68 anos!
Todos os anteriores e posteriores a estes marcos de idade, deveriam ser proibidos de existir e, portanto, obrigados por decreto a inexistir! Certo?
Assa escumalha só traz prejuízo a uma nação que quer crescer. Os pequenos, antes de existirem, já estão a dar chatices a obrigarem o estado a consumir preciosos recursos em ecografias, analises bioquímicas, absentismo da futura prevaricadora, etc... Depois meses de parasitismo apelidado de licença de maternidade; pediatras, otites, dentes, leites, fraldas, aumentos das deduções nos IRS's, escolas, faculdades etc, etc, um autêntico esbanjar do erário público com esses seres desprezíveis que são os cidadãos de um país, com idades inferiores a 18 anos.
A partir dos 18 sim! Já têm o corpinho suficiente para começarem a ser "esfolados"!
Depois a tragédia repete-se, depois de 68 anos com os que só sabem é dizer que são velhos e que trabalharam a vida inteira, e que têm direitos... Nem as correctas politicas de lento morticínio aplicadas pela via de ausência de medico, hospitais e cuidados; medicamentos contrafeitos e a preço de Bentley's e outras correctas medidas, como sub-diagnosticar com a esperança que o parasita inexista antes do correcto diagnóstico, prevenindo que algum subversivo médico venha com a utopia do tratamento dos idosos!...
Idoso é um Mercedes SL500 com 50 anos que vale 1 milhão e oitocentos mil euros e que é penhorado pelo estado e readquirido pelo dono alvo da penhora em leilão por 100.000€ ficando assim o inadvertido esquecimento do pagamento do 1.800.000.00€ de impostos saldado.
Mas, escutem lá! Andam tão distraídos com o Siriza que nem vêem!...
Estão a tentar entrar-nos pelas fronteiras, border lines, dos Estados Unidos de Schengen, potes de "ouro" aos magotes, que até pagam as suas viagens aos "produtores locais" promovendo a etérea actividade benfeitora que denominam invejosamente de máfia, e o pessoal atacado pela O.G.M.L.E. não está a reparar!!!
Idade? 96% >18 anos e nunca mais que 50 anos!
Quanto custa traze-los para cá? Nada!
Chegam em que condições? Esparta resolvia a coisa, és forte vives, és assim, assim, o Darwin explica-te!
Que cuidados precisam? Algum espaço para sucumbir após a jornada!
Direitos? Trabalhar a troco de um pacote de arroz do BA! O povo que pague sff!
Obrigações? Declarar e pagar impostos sobre o triplo dos rendimentos brutos que poderiam auferir caso recebessem, e é se querem ser recebidos pelo Novo Mundo, terem visto e autorização de escravatura provisória, não obstante a dívida infinita e intemporal com que ficam pela obrigação de gratidão para com os Grandes líderes deste lado!
E se um tiver o desplante de atingir os 68 anos? Repatriado de imediato por incumprimento do acordado e desrespeito por aqueles a quem tanto devem por gratidão...

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Nepal e o resto do cosmos

Muito amo vida e família que dada me foi. Tanto a ambicionava compatível e "imprescindida", com o estar lá, onde o sofrimento escorre nas valetas para as ribeiras formando grandes rios de raivosa dor. Lá não há desemprego porque as 24 horas são vergonhosamente escassas para o trabalho que sentimos obrigação de ter feito. Por lá não choro, por as lágrimas já ter secado e nada me escorrer no rosto sujo para além de suor. Por lá, as coisas não são mesquinhas porque não há coisas. Por lá... Por lá há espaço suficiente ao lado de moribundo para que com a nossa mão afaguemos rostos ensanguentados até a alquimia da vida abandone a amalgama de carbono que antes fora homem...

Por lá... Há "farrapos" que com os nossos cuidados, raivas, ansiedades, duvidas, fome, sede, saudades e dores, readquirem a alquimia da vida e a nosso lado se transformam em polvos com braços muito numerosos e enormes através dos quais, afagamos muitos mais rostos e beijamos muitas mais testas empoeiradas mas que ali e naquele momento amamos de uma maneira derradeira...

Gostaria que um dia, eventualmente póstumo, pelo menos um, com um olhar me demonstrassem que perceberam e também querem este sofrimento. Só com ele eu sinto a minha incomensurável felicidade e sorte de vos ter e compreender que tal como "por lá", "por cá" também podemos nos embrenhar neste sofrimento feliz que é amar uma vida incógnita.

© Mário Rodrigues - 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

A Sabedoria da Calma...

"Aquele que mantém a calma diante de todas as adversidades da vida mostra simplesmente ter conhecimento de quão imensos e múltiplos são os seus possíveis males, motivo pelo qual ele considera o mal presente uma parte muito pequena daquilo que lhe poderia advir: e, inversamente, quem sabe desse facto e reflecte sobre ele nunca perderá a calma."

Arthur Schopenhauer, in "A Arte de Ser Feliz"  

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ando pelo mundo...

O relógio de pêndulo bate...
O pêndulo romba silêncios com seu toc, toc,...
Os pássaros cantam nas árvores do jardim...
As cordas do violoncelo saltam das pontas do indicador, médio e anelar. Falangetas. Martelos em mente louca...
Louca incoerência luta de existência...
Terna e suave vida...
Trinar simples de vida pura...
Pura vergonha de não ser...
"naïf-ismo" senil...
Alzheimer-ção de identidade...
Identidade difusa...
Homem, versus aracnídeo...
Aranha criada por criador apressado...
Numa criação precipitada...
Homem incompleto...
Tempo decorrente...
O relógio de pêndulo bate...
O pêndulo romba silêncios com seu toc, toc,...
Os pássaros cantam nas árvores do jardim...

© Mário Rodrigues - 2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O teatro eterno em que...

A vida em sociedade é uma "árvore" que tende permanente e incessantemente a ter exactamente o mesmo número, massa e "valor" em ramos, pedúnculos, flores, aromas e folhas, etc., na parte aérea e na subterrânea. Qualquer alteração em um dos lados, tem resposta no outro. No entanto, acima do solo as condições são distintas, das condições abaixo, promovendo assim, criações, perspectivas e respostas díspares e com fundamentos e resultados diferentes ou mesmo antagónicos. Como complemento a esta miscigenação, temos a proliferação de "neoplasia fúngicas", em ambos os lados do ambiente "árvore", que, defeituosos processuais, invadiram os ambientes que lhes não eram próprios, e em demência idolatrada, manipulam povos inteiros com objectivos embusteados muito diferentes dos que os verdadeiramente movem.
O que eu lamento é a existência de espectadores de todo este "teatro", que conscientemente se alheiam a todos os sofrimentos causados a ambos os lados, incentivam e promovem a "nata" dos obstinados psicopatas que têm como marionetas em ambos os lados do sistema, para que deste modo, o desequilíbrio seja eterno e produza poder e lucros para eles em qualquer que seja o lado; luz ou escuridão, ar ou sufoco, alimento ou fome, etc.
Muitos deles manifestam-se publicamente pela paz, pela liberdade e pela tolerância...
 
© Mário Rodrigues - 2015

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Touchingly beautiful!...


Hopefulness
...

And now? I'll just cry!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Era uma vez a... Recaptação da serotonina - 1


Eu até me poderia armar em parvo e começar para aqui a escrever coisas estúpidas do tipo:

- MAS PORQUE DIABO A SEROTONINA, QUE É UMA MERDA QUE NÃO SEI BEM O QUE É MAS CUJA FALTA ME FO... LIXA A VIDA COMO O CA... CARAÇAS, TERÁ DE SER RECAPTURADA E POR QUEM? QUEM É ESSE FDP RESPONSÁVEL POR ESSA "RECAPTURAÇÃO" E PARA ONDE É QUE A LEVA? É A PU... PORRA DA TROIKA?

Mas como, efectivamente partilho muito com esse enorme universo que se denomina, fazendo uso de todo e empirismo holístico, "os parvos", sou parvo, vou para já dizer, (eu não disse que era parvo?! Se não fosse, tinha reparado que estava a escrever, logo dizer, quer dizer, escrever, que "...vou para já dizer" é de facto um acto parvo!), que este é, em toda a sua transversalidade e amplitude, um sentimento que se irá sentir! 
Sim! Porque neste momento, agora, e devemos começar pelo começo, apenas existe o pânico eminente, se é que ainda existe, porque se não, nesse caso já "era", da queda, sem volta, no "poço interminável da profundidade infinita e negra" se dê! 
Mas, já me estou a adiantar! De inicio nada mais é que um sentimento de que se tem e/ou está com "uma grande "genica" e andamento..." e quase imparável em busca de uma solução para a cena! 
O sentimento, e não só, de alerta e vigília permanente, coloca o corpo em "pré-gatilhamento" para "disparar" em todas as direcções ao menor sinal. A pressão constante inibe todos os processos de relaxamento promovendo a incapacita de ponderação e decisão coerente e realista. O pavor da atribuição de "etiquetas e rótulos", que jamais desejaríamos, por parte de terceiros, em quem temos uma expectativa de eles, os terceiros, terem determinadas expectativas, altas, em nós, empurra-nos para um "furacão" de precipitações traduzidas em posições, decisões e reacções inesperadas, irracionais, incoerentes e danosas em todos os aspectos...

© Mário Rodrigues - 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

...como penas pontas de asa...

Algures numa estrada, em que eu passava, senti um som gordo no meu peito. Estalava como as palmas mas mãos de meninas, esticando dolorosamente as mãos até projectarem os dedos para trás como penas pontas de asa. Uns braços varriam a linha da estrada com o intuito de indicar um hipotético caminho. Os caminhos, compostos de generosas quantidades de vazio, nadas e aridez, podemos caminhar e, até mesmo, voltar para trás com uma ilusória sensação de liberdade; mas podemos também cruzar a fronteira; para o desconhecido ou para um regaço embalado por Déjà vu's …

Timbres de pequenas canções cantadas com o acompanhamento de batidas de latas e ferros. Eu poder-me-ia salvar, com certeza que sim! Bastava para isso que quisesse. Querer de um modo inequívoco e em que tudo o que compõe a decisão fosse claro e abarcasse toda a amplitude da palavra e do acto. Mas qual das salvações desejo? 

Na estrada, a maré está alta! As raízes que brotam do asfalto, quais ondas térmicas, mostram caminhos ladeados de rés de trompetes com terminações de dós menores de oboés… mas este, este é só mais um dos percursos possíveis em existência de homem...
Caminhemos...

© Mário Rodrigues - 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Será que temos... Insucesso escolar, insucesso na aprendizagem, insucesso no ensino ou nenhum deles?



Se nos processos de aprendizagem, formação da personalidade e estruturamento de prioridades no desenvolvimento do individuo e do seu carácter, o conhecimento empírico e holístico tem um peso derradeiro, no ambiente "escola", tais modos de adquirir saberes, não são tão usados ou correntemente utilizados sendo preferido um método de administração de conhecimentos mais tutorial.
A incomensurabilidade simultânea de simplicidade e complexidade do cérebro, fá-lo ser, provavelmente, o único órgão capaz de desenvolver um estudo aprofundado de si próprio, sendo que a simplicidade lógica e quase "binaria" dos processos de estímulo/resposta neurológicos contrasta com a variedade de respostas possíveis após o decorrer desse mesmo processo. O conhecimento do funcionamento do cérebro é fundamental para a melhor adaptação dos métodos de ensino, para que desse modo se agilize a aprendizagem.
Proporcionarmo-nos experiências frequentes de consciencialização da estrutura física e funcional do cérebro deverá ser um dos primeiros passos num longo caminho de o bem utilizar, promovendo através destas um melhor entendimento do que nos rodeia e de como poderemos transmitir eficazmente esse conhecimento a outros.
Tratando-se de um órgão essencialmente funcional, a complexidade, diversidade e o trabalho envolvido nos processos, são decisivos para um amplo crescimento e desenvolvimento do mesmo, não obstante o dimorfismo sexual humano, condiciona o desenvolvimento cognitivo.
A adaptabilidade plástica do cérebro, estrutural e funcional ao longo do decorrer da vida com o objetivo de acompanhar as exigências e funções da adaptação a ambientes aliada á ferramenta de excelência, a linguagem em todas as suas vertentes, permitem o acesso necessário à troca de aprendizagens e conhecimentos. Esses, por sua vez, fazendo uso da ferramenta de desencriptação da mensagem que lhe transmitimos dominam a capacidade de "desencriptar" a mensagem, factor determinante para a quantidade de informação entendida, condicionando assim a eficácia da mesma.
É imprescindível a utilização de léxicos comuns a ambos os agentes. Esta ideia poderá levantar questões relacionadas, nomeadamente de quem deve fazer o quê?
Devem os educadores utilizar léxicos menos ricos ou até mesmo pobres para fazerem chegar a mensagem?
Deveremos todos nós, promover, habilitar ou reabilitar o nosso vocabulário e dinâmica de transmissão de sensações?
Num verdadeiro exercício de imaginação, suponho-me fisicamente em uma plateia em discussão, constituída por ilustríssimos conhecedores de, vamos supor, formas de vida existentes em Marte. Sou submetido a seis horas de débito transversal de informações de valor indiscutível, provenientes de estudos aprofundados e dados retirados de experiencias inquestionáveis. O léxico utilizado pelos meus colegas de plateia é substancialmente diferente do meu. Eles estão a utilizar um código de encriptação com diferenças várias perante o meu, provocando assim, a existência de lacunas nos conteúdos da informação e a consequente deformação da mensagem por mim recepcionada. Terminada a discussão, sou submetido a uma prova que tem como objectivo primordial a avaliação dos conhecimentos por mim apreendidos na mesma. Eu executo a prova tendo por base óbvia a informação desencriptada pela minha ferramenta, o meu léxico, à qual junto as lacunas provocadas pela utilização de uma terminologia que não conheço.
Os resultados obtidos serão efectivamente correspondentes ao meu nível de conhecimento da matéria?
O meu conhecimento adquirido da matéria tem alguma proximidade da realidade da informação?
Perante os meus maus resultados é legítimo afirmar que existiu insucesso de aprendizagem?
Face aos resultados podemos admitir algum tipo de exclusão sociopedagógica?
E se eu pretender transmitir o que aprendi a um terceiro com um léxico eventualmente mais pobre que o meu? Que mensagem ele vai reter?

Estas e muitas outras questões que foram abordadas na formação levaram acima de tudo a que ficasse com muitas questões em mente. Mais que respostas, surgiram-me inúmeras dúvidas e perguntas que gostaria de encontrar respostas:
Como estão os programas lectivos estruturados?
Essa estrutura permite a adaptabilidade plástica do cérebro?
As matérias colocadas em programa estão na sequência necessária para a apreensão por parte do cérebro?
A execução dos programas lectivos contempla os intervalos imprescindíveis à apreensão, experimentação e consolidação da aprendizagem promovendo a criação e consolidação de vias neurológicas?
E no caso de ciclos pré-escolares, qual é o papel da família?
Os diversos e enormes problemas causados por processos disfuncionais de vinculação e estereotipagem dos pais e ou educadores?
As famílias são promotoras, cooperantes e coadjuvantes do ensino e da aprendizagem?
As famílias têm o mínimo de conhecimento acerca do funcionamento neurológico e cognitivo dos seus elementos e como se processa a aprendizagem?
Uma questão “intrigante” que me fica sem resposta é o “abuso” na administração em tão precoce idade de Metilfenidato, quase a gosto por incapacidade ou indisponibilidade para melhor educar?
Qual é o papel do clínico de clínica geral e familiar neste processo de sobre diagnóstico de híper actividades?
Poder-se-á equacionar uma pouco ética manipulação precoce da construção da personalidade da criança através da utilização de fármacos (leia-se Metilfenidato por ex.) interferindo directamente na construção e na adaptabilidade plástica do cérebro?

…Quantas questões ficam no ar!...

A única coisa de que fico convicto, é que é necessário e urgente obter respostas comprovadas e experimentadas para muitas questões e dúvidas que estão por responder e muitas outras que com toda a certeza irão surgir.
É urgente a criação de um grupo interdisciplinar e multidisciplinar de trabalho que tenha em vista o desenvolvimento de um trabalho impermeável a pressões políticas, de lóbis, de preconceitos, de ideologias, etc.…
Fiquei com a certeza de que não existe uma “receita” inequívoca a seguir.
Fiquei com a certeza de temos de motivar mais os educadores e os políticos do que os estudantes.
Fiquei com a certeza de que se estão a cometer muitos “crimes” seguindo determinados métodos.
Fiquei com a certeza de que é urgente melhor compreender, melhor fazer uso do compreendido e melhor ensinar dando início a uma corrente consolidadamente direccionada.

© Mário Rodrigues - 2013

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