sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Como lençóis brancos...

Os nossos fantasmas habitam-nos, acompanham-nos, intimidam-nos... Encolhemo-nos sentados sobre os travesseiros velhos nos cantos de luz difusa, com os joelhos junto do queixo... Gotas deslizam pelo rosto... Não trazem etiqueta se de bem, se mal; e porque seriam uma delas? São simplesmente lágrimas... Alguns desejamos exorciza-los... Outros, talvez, nem por isso... Já me habituei á presença de alguns que tolero, outros, faço-lhes mesmo confissões...

© Mário Rodrigues - 2009

8 comentários:

  1. Exactamente como lençois, brancos se quiseres. Que testumunham tantas das nossas maiores alegrias e com que partilhamos tantas tristezas também. Os de flanela poderia tolerá-los nas noites mais frias ou de maior desalento ou cansaço. Tento quanto possível exorcizá-los, sem dúvida. Tendem a colar-se à pele e a asfixiar-nos na sua tentativa de se fundirem com o corpo, não tolero tanta intimidade. Perfiro os de cetim, que apesar de escorregarem numa fuga irreflectida nos dão a medida certa de conforto. Mas talvez sejam os de linho que me dão a tranquilidade simples que preciso para um sonho tranquilo e restabelecedor. Cada qual é para o que nasce.

    Abraço, Mário.

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  2. Olá Cybe,

    Cada um é para o que nasce! E os fantasmas também...

    (Um dia destes, vou-te propor uma aventura...)

    Porta-te mal, desde que com dignidade...

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  3. O linho também recebe lágrimas. E é branco.

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  4. Seja muito bem-vindo PreDatado a este recanto...

    O linho tem cheiro... tem historias contadas pelas mãos e pelos fusos... o linho invade-nos a privacidade que lhe oferecemos sem vergonhas! Observa o que o Cybe nos diz acerca...

    Obrigado. Volta sempre para dois dedos de cavaqueira...

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  5. Uma aventura Mário?...

    Deixas-me curioso!

    (Gostei do conselho!)

    ;)

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  6. Eu não verto lágrimas pois só fui visitado pelos espíritos da Farrah Fawcett e da Marylin Monroe.

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  7. Olá meu bom amigo Sharkissimo,
    Há já muito que aguardava a sua presença, por tão humilde recanto. É com muito agrado e prazer que recebo a visita de tão ilustre “bloguesa”.
    ...Pronto já chega...
    Escuta lá pá! Não é de espíritos que estamos a falar, porque se fosse...
    Fantasmas, são fantasmas. Essas jovens que enumeras não são fantasmas! Entendes? E depois gosto de fruta “coma potassa”, mas ainda não consegui viver na frutaria... Não me querem por lá muito tempo... Má vizinhança! Aludem!

    Um abraço

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  8. Malditos fantasmas da nossa alma viva, que nos sequem que nem uma sombra...

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…Escrevo, principalmente, por falta de espaço dentro de mim para tantas emoções e tão grandes (para mim). Anseio pelos comentários, porque fico com a sensação de que os pingos de emoção que transbordo caiem em terras fecundas, e coadjuvam o nascimento de novas emoções, e produzem opiniões e contra pontos e desafios… e isso. Isso é “geleia real”, para as nossas vidas…

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