quinta-feira, 22 de junho de 2017

Imaginem! Mas imaginem só a hipotética possibilidade de...


Existirmos num local, onde as estatísticas nos colocassem, enquanto país, em lugares de ascensão nas listas de escolaridade, e em que o controlo do acesso aos níveis superiores do ensino, era feito através de sistemas de filtragem e selecção, baseados em, entre outros, exames cujo estrutura e concepção, têm por objectivo, não o "inalcançável" mérito do fundado conhecimento, mas antes a promoção do indivíduo "manhoso", "raposão" e hábil no "chico-espertismo"
E que deste modo, as cúpulas politicas da nação, colhiam o melhor dos dois mundos, pelo menos: Ficam bem nas fotografias de "família" Gastam menos com a continuação da educação dos "tipos" Garantem a desmotivação necessária para a desistência do ensino, possibilitando o mais rápido ingresso no modo contribuinte activo
Isto só teria um pequeno e desprezível senão; a promoção de uma população de "pavio curto" se grita na rua pelo que não tem direito, ignora os verdadeiros e legítimos direitos exigidos na discussão, no bom senso e na postura "pro-bem" e nunca, mas nunca tem deveres...
"Tipos" iletrados e pouco "educados", são muito limitados nas exigências e nos modos como reclamam os seus direitos, entre outras...
Agora esforcem-se, mas muito e imaginem! Mas imaginem só a hipotética possibilidade de...


© Mário Rodrigues - 2017

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