quarta-feira, 27 de maio de 2015

Infecção pelo OGMLE

Cá o gajo, portanto eu, em mais um pleno exercício de diarreia mental, venho declarar a O.G.M.L.E., obstipação generalizada das mentes dos lideres europeus!
O sonho de qualquer governante deste mundo era ter como "povo", gentalha "laburante" no interior da linha circundante e denominada de fronteira, em "amuricano" a "frontáir", look at the border; exemplares com, no mínimo 18 anos e no máximo dos máximos, vá lá que eles até estão a ajudar, 68 anos!
Todos os anteriores e posteriores a estes marcos de idade, deveriam ser proibidos de existir e, portanto, obrigados por decreto a inexistir! Certo?
Assa escumalha só traz prejuízo a uma nação que quer crescer. Os pequenos, antes de existirem, já estão a dar chatices a obrigarem o estado a consumir preciosos recursos em ecografias, analises bioquímicas, absentismo da futura prevaricadora, etc... Depois meses de parasitismo apelidado de licença de maternidade; pediatras, otites, dentes, leites, fraldas, aumentos das deduções nos IRS's, escolas, faculdades etc, etc, um autêntico esbanjar do erário público com esses seres desprezíveis que são os cidadãos de um país, com idades inferiores a 18 anos.
A partir dos 18 sim! Já têm o corpinho suficiente para começarem a ser "esfolados"!
Depois a tragédia repete-se, depois de 68 anos com os que só sabem é dizer que são velhos e que trabalharam a vida inteira, e que têm direitos... Nem as correctas politicas de lento morticínio aplicadas pela via de ausência de medico, hospitais e cuidados; medicamentos contrafeitos e a preço de Bentley's e outras correctas medidas, como sub-diagnosticar com a esperança que o parasita inexista antes do correcto diagnóstico, prevenindo que algum subversivo médico venha com a utopia do tratamento dos idosos!...
Idoso é um Mercedes SL500 com 50 anos que vale 1 milhão e oitocentos mil euros e que é penhorado pelo estado e readquirido pelo dono alvo da penhora em leilão por 100.000€ ficando assim o inadvertido esquecimento do pagamento do 1.800.000.00€ de impostos saldado.
Mas, escutem lá! Andam tão distraídos com o Siriza que nem vêem!...
Estão a tentar entrar-nos pelas fronteiras, border lines, dos Estados Unidos de Schengen, potes de "ouro" aos magotes, que até pagam as suas viagens aos "produtores locais" promovendo a etérea actividade benfeitora que denominam invejosamente de máfia, e o pessoal atacado pela O.G.M.L.E. não está a reparar!!!
Idade? 96% >18 anos e nunca mais que 50 anos!
Quanto custa traze-los para cá? Nada!
Chegam em que condições? Esparta resolvia a coisa, és forte vives, és assim, assim, o Darwin explica-te!
Que cuidados precisam? Algum espaço para sucumbir após a jornada!
Direitos? Trabalhar a troco de um pacote de arroz do BA! O povo que pague sff!
Obrigações? Declarar e pagar impostos sobre o triplo dos rendimentos brutos que poderiam auferir caso recebessem, e é se querem ser recebidos pelo Novo Mundo, terem visto e autorização de escravatura provisória, não obstante a dívida infinita e intemporal com que ficam pela obrigação de gratidão para com os Grandes líderes deste lado!
E se um tiver o desplante de atingir os 68 anos? Repatriado de imediato por incumprimento do acordado e desrespeito por aqueles a quem tanto devem por gratidão...

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Nepal e o resto do cosmos

Muito amo vida e família que dada me foi. Tanto a ambicionava compatível e "imprescindida", com o estar lá, onde o sofrimento escorre nas valetas para as ribeiras formando grandes rios de raivosa dor. Lá não há desemprego porque as 24 horas são vergonhosamente escassas para o trabalho que sentimos obrigação de ter feito. Por lá não choro, por as lágrimas já ter secado e nada me escorrer no rosto sujo para além de suor. Por lá, as coisas não são mesquinhas porque não há coisas. Por lá... Por lá há espaço suficiente ao lado de moribundo para que com a nossa mão afaguemos rostos ensanguentados até a alquimia da vida abandone a amalgama de carbono que antes fora homem...

Por lá... Há "farrapos" que com os nossos cuidados, raivas, ansiedades, duvidas, fome, sede, saudades e dores, readquirem a alquimia da vida e a nosso lado se transformam em polvos com braços muito numerosos e enormes através dos quais, afagamos muitos mais rostos e beijamos muitas mais testas empoeiradas mas que ali e naquele momento amamos de uma maneira derradeira...

Gostaria que um dia, eventualmente póstumo, pelo menos um, com um olhar me demonstrassem que perceberam e também querem este sofrimento. Só com ele eu sinto a minha incomensurável felicidade e sorte de vos ter e compreender que tal como "por lá", "por cá" também podemos nos embrenhar neste sofrimento feliz que é amar uma vida incógnita.

© Mário Rodrigues - 2015

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