quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tu foste...


Tu foste a merda da esterqueira da minha vida
Tu foste a pessoa que eu gostava nunca ter conhecido
Tu foste o ser asqueroso que me enoja
Tu foste um bajulador repugnante
Tu foste o azar da minha sorte
Tu foste quem jamais quero voltar a ver
Tu foste o tempo que perdi
Tu foste o ser que julga que o universo conspira contra si
Tu foste uma coisa que me fez muito mal...ou não...
Tu foste o chato alojado na pele do testículo do cão que era amigo do cão que conhecia o meu gato
Tu foste o estilhaço de esperma que apodrece no cortinado do quarto depois de saltarem as últimas gotículas provenientes do vigoroso sacudir do pénis
Tu foste uma coisa sem denominação que eu não consigo esquecer só porque me deste muitos problemas...mas com os quais aprendi a ser um homem melhor...

Por isso, meu monte de merda, asqueroso, repugnante e nojento, obrigado...


© Mário Rodrigues - 2010

6 comentários:

  1. Gostei imenso do que li por aqui. No entanto, haverá pessoa que consiga ser tão repugnante quanto a que tu aqui descreveste?
    Beijo

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  2. Olá Sara sS

    Há!... E outras ainda mais... Mas elas também nos servem de contraponto nas nossas vidas!

    Agradeço a visita e espero ser digno do regresso mais vezes...

    Um beijo

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  3. Já vou lá abaixo. É que sou levado a considerar que o mal de atribuirmos valor aos que nos denegriram a existência nos deixa com uma escala incomensurável para medir os que nos levantaram do chão, que não serão perfeitos certamente, mas merecerão cabimento na nossa consideração, que por mais desmesurada terá de ter grandeza. Por isso li o teu texto siderado. E fico a pensar se o ódio não será, afinal, necessário.

    Isto pressupondo que não estás a falar de mim, bem entendido... :) (riso ainda contém alguma esperança...)


    Abraço!

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  4. Tu foste a bola de esterco que o meu escaravelho enrolou pelo deserto a fora....
    HAHAHAHAHA..............
    Bernardo.

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  5. Olá Cybe,

    Não! Obviamente que não falo de ti!

    Quanto é necessidade do ódio...

    Já dizia eu há uns tempos atrás:

    "Afinal não passo de um grande sacana...
    Todo o que é porcaria que se faz neste mundo é útil a alguém e acaba por ter benefícios inocentes para terceiros, que se essa porcaria não houvesse, como eu pretendia, não beneficiariam e os seus respectivos filhos passariam pior... Afinal não passo de um grande sacana...
    Se não fosse o que discordo, como teimaria no que concordo?"
    Um Abraço

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…Escrevo, principalmente, por falta de espaço dentro de mim para tantas emoções e tão grandes (para mim). Anseio pelos comentários, porque fico com a sensação de que os pingos de emoção que transbordo caiem em terras fecundas, e coadjuvam o nascimento de novas emoções, e produzem opiniões e contra pontos e desafios… e isso. Isso é “geleia real”, para as nossas vidas…

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