sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A propósito

A propósito do Post "Então a ver se depois combinamos alguma coisa. ", in blog "O Bom, O mau e o Vilão".

Agora que te leio, reparo que já tinha reparado nisso mas que, por uma piedade estúpida mais de mim do que dos outros e por não ter outra coisa para dizer naquelas horas...ou espera aí!
Não tinha?
Realmente tinha outra coisa para dizer, do género:
"Lamento mas não contes em voltar a ver-me e a divertirmo-nos juntos", partindo do pressuposto que assim foi, porque se não foi a conversa teria de ser outra, "porque eu tenho sempre montes de tempo ocupado a arrastar-me por este mundo que vejo por um buraco de fechadura, e se combinasse imediatamente alguma coisa contigo, ias ficar a pensar que eu era um gajo que tenho sempre montes de tempo ocupado a arrastar-me por este mundo que vejo por um buraco de fechadura, logo era um inútil e deixarias de gostar de estar comigo, assim como supomos que gostamos. Poderias mesmo pensar que eu tinha gostado tanto de estar contigo, que estava desejoso de voltar a estar. Possivelmente porque agora que estive contigo, antes de combinar a próxima vez, na realidade não estive lá muito porque tinha de te contar todas as enormidades que tenho feito ou nem por isso e gabar-me e babar-me e não sei que mais, sendo que teremos de voltar para mais..." Mas isso, isso seria uma falta de educação!

© Mário Rodrigues - 2010

2 comentários:

  1. Hum... Estou a ver. Boa imagem a do buraco de fechadura, é que é isso mesmo... São muitas limitações. Chega a ser absurdo que duas pessoas consigam estabelecer laços de amizade; é a limitação de visão, a educação...(é forte, mas é mesmo assim!). Só mesmo numa base negocial, com interesse para os envolvidos!

    Abraço! E, ainda bem que fechámos negócio! São também essas limitações que tornam as transacções bem sucedidas mais interessantes e valiosas.

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  2. E te digo que tenho dificuldade de discernir acerca dessa conspiração da natureza em nos dotar dessas "manhas"! Mais uma vez, parece-me que se existir problema, esse estará na medida e não no conteúdo. Há dias dizias, algo que eu subscrevo, que era:

    "Talvez o nosso egoísmo provenha de não termos senão os nossos sentidos para compreendermos o mundo."

    E eu te digo que talvez esse fosse o principal instrumento para garantir a manutenção e aumento da espécie... Quereremos nós nos agigantar, sendo que afinal somos não só meros e simples como morfologicamente idênticos!... Está longe de ser bonito, mas na natureza não existe o conceito de beleza e de justiça...apenas o da sobrevivência e nós andamos e espreitar pelo buraco da fechadura...

    Um abraço

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…Escrevo, principalmente, por falta de espaço dentro de mim para tantas emoções e tão grandes (para mim). Anseio pelos comentários, porque fico com a sensação de que os pingos de emoção que transbordo caiem em terras fecundas, e coadjuvam o nascimento de novas emoções, e produzem opiniões e contra pontos e desafios… e isso. Isso é “geleia real”, para as nossas vidas…

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