sábado, 26 de setembro de 2009

Perdi tudo o que tinha...

Na minha vida, já algumas vezes, perdi "tudo" o que "tinha". No entanto, mais tarde recuperei-as! Hoje, luto principalmente para não perder nada que jamais recuperaria...

© Mário Rodrigues - 2009

8 comentários:

  1. Muitas vezes, só damos o valor às coisas, depois de as perdermos, e já vamos tarde, para as recuperarmos.

    Acho que mais do que pensar em manter porque não se pode recuperar, é manter para viver, para prosseguir em frente. Não deverá ser o medo de não conseguir recuperar, que nos deverá fazer manter as coisas. Teremos sempre tendência, ou a deitar tudo fora, ou a manter o supérfluo. E, nem uma, nem outra situação são as mais convenientes. numa, será um vazio, que muitos de nós, não conseguirão viver com ele. Na outra, será um acumular de "tralhas" que não nos permite seguir o caminho, desimpedido, porque andamos atrelados a coisas demais.
    Devemos mantê-las porque são importantes e não porque não sabemos, se um dia as recuperaríamos se as perdêssemos.

    Não resisto a deixar um pensamento de Tagore que gosto muito: "Se choras porque não vês o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas. Pensar no que pode acontecer lá além, impede-nos de viver já aqui.

    Beijoca e um bom fim-de-semana!

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  2. Olá Pepita,

    Subscrevo completamente o que me comentas. Todos os bens materiais, já os perdi várias vezes por rasteiras da minha vida. Quanto aos “bens” insubstituíveis, reflectindo no que dizes, não tenho medo de os não recuperar! Não quero mesmo é perde-los uma única vez... São como o ar que respiro, são-me essenciais à existência...

    Beijocas e bom fim-de-semana

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  3. Obrigada pela visita que me permitiu descobrir este belo espaço. Aqui as palavras são preciosas pedras que nos capturam os sentidos. E há momentos na vida em que parece que nada nos resta, senão apenas a força para continuarmos a lutar
    um beijo e bom fds

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  4. Olá Mário!

    Tenho bem menos do que tu! Não porque tivesse perdido algo, mas antes, porque nunca tive. Desde cedo que aprendi a viver com pouco, porque só assim me sinto livre, já que me contento facilmente e não preciso de fazer concessões ou vender a alma ao diabo!
    Depois e também, porque tudo o que tenho na vida é o meu filho. Para além dele tudo são tretas. Se tivesse a infelicidade de o perder, eu deixava de ser gente, e, como tal, tudo me sobraria.
    Um beijinho

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  5. Pepita, Umminuto e Milu,

    Pois eu vos digo, a vós que tão bem me compreendeis e que testemunhais a minha alegria e felicidade; como a recuperaria eu?
    Como, se um dia dos meus filhos fosse privado, se do cheiro e dos braços da mãe deles não tivesse notícias, se dos afagos dos meus pais fosse arrancado? Dizei-me, dizei-me como recuperaria eu a vida?

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  6. Mário, tenho andado às voltas com isto. Admiro-te muito a coragem. Na maioria das vezes não é fácil recuperar o que se perdeu. E aprender com o passado é sempre uma virtude sem preço.

    Mas lembro-me de uma brincadeira na praia há anos... Fui ao mar com os óculos de sol e perdi-os. E aquilo transformou-me o momento de grande alegria, num momento um pouco mais cinzento. Procurei... procurei... e nada. Não era pelo valor dos óculos, mas pela estima. Por incrível que pareça, um amigo que estava connosco na altura, foi à água passado cerca de uma hora e voltou com os óculos na mão...

    E isso faz-me pensar que no valor dos amigos para recuperarmos coisas que perdemos, principalmente quando sentem que o que nós perdemos, que para eles pode ser de pouca monta, interfere noutro sentido com outras coisas, para eles mais importantes. Ele a mim recuperou-me de facto os óculos, mas para ele recuperou a alegria de me aplacar a pequena tristeza. E esse é o amigo que gosto de ser, mas que tantas vezes não consigo. E penso muitas vezes que já não conseguiria recuperar o que perdesse sem um grande amigo por perto, porque sozinho ando sempre perdido. E sem alguém do meu lado talvez me faltasse a razão de ser das coisas.

    Abraço Mário!

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  7. Apetece-me apenas dizer-te; vigiemo-nos então, um ao outro para que achando, possamos devolver ao outro as tuas minhas alegrias...

    Abraços

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  8. Já hove um dia em que eu havia perdido tudo na vida: dinheiro , casa, família, por erro exclusimamente meu e pensei em desistir da vida. Um belo dia li uma frase que nunca mais esqueci: " É impossivel voltar no passado e fazer um novo começo, mas é possivél recomeçar agora e fazer um novo final". Então recomecei...

    Obrigado pela oportunidade , grande abraço!

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…Escrevo, principalmente, por falta de espaço dentro de mim para tantas emoções e tão grandes (para mim). Anseio pelos comentários, porque fico com a sensação de que os pingos de emoção que transbordo caiem em terras fecundas, e coadjuvam o nascimento de novas emoções, e produzem opiniões e contra pontos e desafios… e isso. Isso é “geleia real”, para as nossas vidas…

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