terça-feira, 29 de setembro de 2009

E neste momento em que as lágrimas me visitam...

E neste momento em que as lágrimas me visitam...

...Pois eu vos digo, a vós que tão bem me compreendeis e que testemunhais a minha alegria e felicidade; como a recuperaria eu?
Como, se um dia dos meus filhos fosse privado, se do cheiro e dos braços da mãe deles não tivesse notícias, se dos afagos dos meus pais fosse arrancado? Dizei-me, dizei-me como recuperaria eu a vida?

© Mário Rodrigues - 2009

7 comentários:

  1. E dito aquilo, chego aqui com outra confiança (apesar de lá ter deixado um "que" a mais, já vi...)

    Aqui só te posso deixar a minha interpretação:

    Sei exactamente os limites entre o céu e o inferno. Estão na linha da minha porta. Mesmo quando o inferno põe aquele "screen saver"... É incomparável... Há aragens que passam de fora para dentro e às vezes de dentro para fora. Mas o céu é sempre onde chego no final de cada dia. E o inferno cada vez que tenho de passar daquela linha para fora por obrigação, fica-me sempre um pedaço lá dentro.

    Por não me considerar tão maligno que mereça o inferno, nunca saberia aceitá-lo como destino.

    Mas perder, posso até perder muitas coisas...

    Lágrimas? As de tristeza saram feridas. As de alegria dão-nos a força de que precisamos para continuar a lutar. Também há as de revolta, mestras que nos levam à balança do bem e do mal. E há outras indefenidas, essas tolas satisfazem-nos os caprichos.

    Abastece o cântaro e que nunca te falte a água!

    Grande Mário...

    ;)

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  2. E a ti, meu bom amigo, que nunca te faltem as palavras. Hoje sinto a cabeça vazia! O descanso tem-me fugido... sabes!

    ...até podes perder muitas coisas... mas não percas a vida por favor!

    P.S. - Sabes? Um dia destes tenho de ir a Loulé!

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  3. em relacção ao pequeno texto das lágrimas que te
    visitão...Homem não te apuquentes com isso sim.
    Palavra de amigo.
    um abraço da pessoa que menos esperas estar a escre ver isto p´ra ti
    O Bernardo Rodrigues.e antes que te questiones
    sou mesmo eu ok.adeus pai.=)

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  4. Ha, antes que me vá embora quando fores a Loulé
    levame contigo.obrigado
    Bernardo.

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  5. Se há coisas que se podem recuperar, outras eu acho que será impossível. Se do meu filho fosse privada? Como recuperaria? NUnca, nunca recuperaria a minha vida, porque ele é a minha vida!

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  6. ...vós que tão bem me compreendeis e que testemunhais a minha alegria e felicidade...

    ;-))

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…Escrevo, principalmente, por falta de espaço dentro de mim para tantas emoções e tão grandes (para mim). Anseio pelos comentários, porque fico com a sensação de que os pingos de emoção que transbordo caiem em terras fecundas, e coadjuvam o nascimento de novas emoções, e produzem opiniões e contra pontos e desafios… e isso. Isso é “geleia real”, para as nossas vidas…

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