sábado, 1 de agosto de 2009

Haveremos de ser um dia…

Haveremos de ser um dia…

…Pessoas que felizes no nosso íntimo, constataremos o bem-estar e os sucessos dos nossos companheiros de “viagem”…

…Pessoas, que não nos achando, melhores e mais distintas que outras, olharemos pelos interesses e bem-estar de todos, não só porque fazendo-o, fazemo-lo a nós próprios, mas também pela obrigação de o fazer a quem jamais nos poderá retribuir…

…Uma enorme multidão de pessoas, que pelas ruas pediremos a todos os que connosco se cruzarem, para que tão-somente, vivam de modo inócuo para com os outros. E então, com a luz que nos será endógena, provocarmos o desejo de nos acompanharem…

E então; então seremos dignos da denominação de seres humanos e inteligentes…

© Mário Rodrigues - 2009

2 comentários:

  1. No dia em que soubermos de quem é o Mundo. No dia em que nos libertarmos de um deus que é uma paramécia, desde que a ciência nos mostrou a imagem e semelhança da sua criação. No dia em que "Amai-vos uns aos outros" voltar a fazer sentido, uma vez que descobrimos a fórmula "Amor=Amizade+Sexo" e o SIDA lixou a gramática, e toda a bíblia deixou de fazer sentido. Não preciso de f...(amar) o meu irmão, só preciso afinal de ser amigo dele.

    Nesse dia, em que cada um sentir o Mundo como seu, nunca mais vai querer estragá-lo, nem permitir que o destruam.

    Há que martelar conceitos. Dar muitas no cravo e algumas na ferradura.

    A braços Mário... A braços...

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  2. Caríssimo Cybe,
    Hoje, talvez já possa responder a este teu comentário, que me fez reflectir.
    Devo-te os meus agradecimentos por teres aceitado, o desafio e teres culminado esse desafio com a demonstração, “Ah, Bonaparte!”.
    1º. Já sabemos de quem é o mundo.
    2º. O meu Deus, não se chama Deus. O meu Deus não me aprisiona, logo não sinto necessidade de me libertar.
    3º. O meu Deus não é uma paramécia, no seu todo, mas em parte.
    4º. A criação nunca esteve escondida, a não ser pela ignorância, cuja ciência tem vindo a ajudar a dissipar, em parte.
    5º. No dia que amarmo-nos a nós próprios, tiver significado, “Amai-vos uns aos outros”, será uma realidade.
    6º. Declaras-me que, "Amai-vos uns aos outros", já fez sentido!... o que me alegra…
    7º. “Amor” está e é, felizmente, imensamente mais e para além do somatório de “amizade+sexo”. Aliás, garanto-te mesmo, que essa… Essa a uma das formas mais redutoras de amor. Amo muitas vezes, pessoas que nem conheço… e nem troquei uma única palavra com elas… e esta é tão só outra forma do dito.
    8º. Quem lixa a gramática somos nós com ferramentas como a SIDA e outras…
    9º. A Bíblia, é um condensado de vários livros, arrumados e manipulados. Nele são descritas historias, feitos e relatos de histórias, por pessoas que ouviram outras contar o que tinham ouvido dos seus pais e conhecidos, tudi devidamente “ajeitado”. A maioria dessas histórias foi enriquecida literariamente, com figuras de estilo, e com o propósito de fazer querer nos acontecimentos relatados, ou melhor dizendo, nos acontecimentos que convêm que se creia.
    10º. Amamos os nossos amigos. De contrario, por eles nutrimos amizade. Se bem que esse conceito me sabe sinceramente a pouco!
    11º. Realmente o mundo é teu; e meu; e dele… o problema reside no facto de ainda não termos assimilado isso verdadeiramente. Possivelmente não assimilámos por deformação educacional… e como dizes querer estragá-lo, é de uma estupidez incompreensível; e jamais alguém quereria tal fazer, não tendo razão de ser a nossa simples intenção de o impedir.
    12º. Acho que devo partilhar contigo a ideia de que, igrejas (a comunidade), cleros, religiões, etc.… têm muito pouco, e na maioria das vezes, nada mesmo, a ver com… eventualmente; Deus.
    Esta frase é minha:
    “Todos os dias, temos mais uma oportunidade de sermos melhores. Possivelmente não conseguimos mudar os outros, mas talvez possamos ser diferentes...”
    Meu caro amigo, realmente estamos “a braços”, com a epopeia, de tornarmos o nosso mundo melhor. O teu, o meu, o dele… porque nunca aceitaremos a remota possibilidade de isso ser uma utopia… A nossa existência jamais será indiferente a todo o universo, se assimilarmos e conseguirmos ajudar a ser assimilado por outros a derradeira realidade de que o universo é nosso, e que é impossível não sê-lo…
    E para vós, meu mui respeitável e admirável senhor,

    Um abraço.

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…Escrevo, principalmente, por falta de espaço dentro de mim para tantas emoções e tão grandes (para mim). Anseio pelos comentários, porque fico com a sensação de que os pingos de emoção que transbordo caiem em terras fecundas, e coadjuvam o nascimento de novas emoções, e produzem opiniões e contra pontos e desafios… e isso. Isso é “geleia real”, para as nossas vidas…

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