segunda-feira, 27 de julho de 2009

Saudades...

A saudade é um nó que se instala entre a traqueia e a base da língua…
Persiste e insiste numa tentativa de nos sufocar…
Verga-nos o dorso, subjugando-nos…
O alvo, é o que há de bom na saudade, mas que no momento dela… tem um sabor “pálido”, é de um cinzento “amargo”, é…
A saudade, esventra-nos, deixando-nos ocos, vazios… corroídos…

© Mário Rodrigues - 2009

1 comentário:

  1. Mário, esta é de facto uma descrição magnífica. Mas apresentas a saudade como uma coisa derradeira. Nem sempre é. E nunca sabemos de facto quando é... Daí que precisei de te interiorizar os conceitos. Aprendo aqui que a Solidão é uma forma de Saudade, e consequentemente vice-versa. E vou daqui mais rico.

    Um abraço!

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…Escrevo, principalmente, por falta de espaço dentro de mim para tantas emoções e tão grandes (para mim). Anseio pelos comentários, porque fico com a sensação de que os pingos de emoção que transbordo caiem em terras fecundas, e coadjuvam o nascimento de novas emoções, e produzem opiniões e contra pontos e desafios… e isso. Isso é “geleia real”, para as nossas vidas…

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