segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fim

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

Autor: Mário de Sá Carneiro

2 comentários:

  1. O Mario de Sa-Carneiro ´´e o meu Poeta Portugues preferido e sei bem que nao e´ o "maior" ou o "melhor".

    "Saudosamente recordo
    Uma gentil companheira
    Que na minha vida inteira
    Eu nunca vi... Mas recordo"

    Um dia descobri o mist´´erio desta quadra: ele estava a falar da sua M~~ae, morta aquando do seu parto. O pobre MSC nasceu rodeado ja em tragedia. Que desgraça!

    Um abraço,

    Com toda a amizade, do

    Jorge

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  2. É verdade!
    Também tive conhecimento!
    Ele descrevia a tragédia como se tocasse um oboé com muito cuidado. Genial

    Abraço

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…Escrevo, principalmente, por falta de espaço dentro de mim para tantas emoções e tão grandes (para mim). Anseio pelos comentários, porque fico com a sensação de que os pingos de emoção que transbordo caiem em terras fecundas, e coadjuvam o nascimento de novas emoções, e produzem opiniões e contra pontos e desafios… e isso. Isso é “geleia real”, para as nossas vidas…

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